sexta-feira, 19 de abril de 2013

A vida como verbo


     Acordar, perceber que não passava de sonho e ter de reerguer a face que poucos motivos encontra pra abandonar o calor do cobertor, tarefa difícil mas já superada, pois afinal, já passa de 120 dias, é rotina!
     Andar, quase que sem saber por onde e quem dirá para onde se vai.
     Correr, contra o tempo acreditando que vai vencer e voltar naqueles belos dias de verão, mas não, o outono já está postos e não demonstra vontade em se retirar, logo, fique na saudade, nas fotos (se elas existirem) e nas sensações que lhes perturba sempre e sempre!
     Pensar, e pensa tanto que pouco pensa e muito pena!
     Comer, apenas por ser vital e desistir fácil assim também não é pra qualquer um, ou também como um meio de ser notado, na magreza ou na gordice.
     Dormir, aparentemente a única das soluções para voltar à Pasárgada, e dorme tanto que se esquece de viver, da tortura que é acordar e parecer não descansar, de tanto que sorri, brinca, gargalha e se acha feliz.